Vacina do Sapo é o nome popular para a aplicação das secreções produzidas pela "perereca" Kambô (Phyllomedusa bicolor) em pequenos ferimentos produzidos artificialmente nos braços ou nas pernas de uma pessoa, para que as substâncias presentes na pele do animal penetrem na circulação sanguínea.

O procedimento é realizado por xamãs indígenas ou curandeiros, designados por alguns como "sapeiros" no norte do Brasil, e integra o conjunto de práticas da medicina indígena praticada na Amazônia. Segundo Lima e Labate tradicionalmente usado como revigorante e estimulante para caça por grupos indígenas do sudoeste amazônico e mais recentemente nos centros urbanos, considerado como um “remédio da ciência” – por suas propriedades bioquímicas – e como um “remédio da alma” – por sua “origem indígena”.

Observe-se que o tratamento com venenos ou substâncias relativamente tóxicas, encontradas em animais, não é nenhuma novidade na história da medicina e nem nos sistemas etnomédicos, com base nestas práticas, houve adaptações para a medicina moderna. Substâncias extraídas das abelhas (Apis melífera) há muito são utilizadas em preparados da homeopatia e a "ferroada" da própria abelha, viva, é usada na - Apiterapia.

Na medicina moderna o veneno das serpentes, a exemplo da jararac (Bothrops) se derivou o medicamento Captopril (Capoten) produzido pela Bristol Meyrs) e da saliva de lagartos como o monstro de gila (Heloderma) se pesquisa um remédio para diabetes, Recentemente o FDA aprovou dois anticoagulantes para utilização em casos de AVC retirados da víbora da Malásia e morcêgo vampiro.

 

fonte: wikipedia